Ah, o Salão de Genebra! Para nós, apaixonados pelo mundo automóvel, sempre foi um palco de sonhos e inovações que nos fazia sentir a adrenalina a borbulhar.

Lembro-me bem da expectativa antes de cada edição, aguardando ansiosamente para ver as maravilhas que seriam reveladas na Suíça. Era ali que a magia acontecia, onde o luxo se encontrava com a vanguarda tecnológica e o design nos deixava de queixo caído.
Mesmo com as transformações que o cenário dos grandes salões tem vivido, a essência de Genebra, de ser um epicentro de tendências – dos carros elétricos que hoje dominam a conversa aos protótipos mais ousados que moldam o futuro –, permaneceu viva, nos mostrando sempre para onde a indústria está a acelerar.
As exibições interativas e as galerias de clássicos, por exemplo, trouxeram uma nova dimensão à experiência, focando mais no público. É fascinante como um evento pode evoluir e, ainda assim, deixar uma marca tão profunda na história e no coração de quem ama carros.
Quer saber mais sobre o que tornava este salão tão único e o que podemos aprender com a sua trajetória? Abaixo, vamos descobrir tudo em detalhe.
A Magia Suíça que Conquistou o Mundo Automóvel
Ah, o Salão de Genebra! Como eu amava a atmosfera que pairava sobre a Palexpo em março. Para mim, era mais do que um simples evento; era quase uma peregrinação anual, um lugar onde a paixão por carros se encontrava com a mais pura inovação e elegância.
Lembro-me da emoção de chegar e ver os stands a ganhar forma, cada um prometendo uma revelação mais surpreendente que a anterior. Geneva não tinha a tradição industrial de outros grandes salões europeus, como Frankfurt ou Paris, o que, ironicamente, se tornou o seu maior trunfo.
A Suíça, com a sua neutralidade histórica, oferecia um terreno fértil e imparcial para todos os fabricantes, grandes ou pequenos, apresentarem as suas joias.
Era um verdadeiro caldeirão de culturas automotivas, onde um superesportivo italiano podia estar lado a lado com um inovador conceito elétrico japonês ou um robusto SUV chinês.
Era essa diversidade e essa sensação de um “terreno neutro” que nos fazia sentir que ali, realmente, o foco era o carro e o seu futuro, sem favorecimentos óbvios às indústrias nacionais.
Eu sempre saía de lá com a cabeça a borbulhar de ideias e a certeza de que tinha visto um pedaço do futuro a desenrolar-se à minha frente.
A Neutralidade que Abriu Portas
A neutralidade da Suíça era, sem dúvida, um dos pilares do sucesso do Salão de Genebra, e algo que o distinguia radicalmente dos seus “irmãos” em outros países.
Não havia uma indústria automobilística suíça de peso para defender ou promover, o que significava que todos os fabricantes, de qualquer parte do mundo, se sentiam igualmente bem-vindos e representados.
Isso criava um ambiente de competição saudável e, ao mesmo tempo, de camaradagem, onde a inovação e o design podiam brilhar sem as sombras de rivalidades industriais locais.
Lembro-me de conversar com designers e engenheiros que elogiavam essa liberdade, essa chance de mostrar o seu melhor trabalho num palco onde a meritocracia da inovação parecia realmente reinar.
Era uma lufada de ar fresco, um contraponto aos salões mais “nacionalistas”, e talvez por isso Genebra sempre teve aquele charme universal, aquela capacidade de nos fazer sentir que estávamos a assistir a algo verdadeiramente global.
Era um ponto de encontro, uma arena onde a excelência automotiva não tinha bandeiras.
O Palco dos Sonhos e das Estreias Mais Ousadas
Quem é que não se lembra das inúmeras vezes em que Genebra foi o berço de alguns dos carros mais icónicos da história? Desde o deslumbrante Jaguar E-Type, passando pelo revolucionário Lamborghini Miura, até ao primeiro Range Rover – são apenas alguns exemplos das estrelas que pisaram o palco suíço pela primeira vez.
E não era só de carros de produção que vivia o salão; era também um santuário para os carros conceito mais futuristas e, por vezes, loucos, que nos faziam sonhar com o que estaria para vir.
Lembro-me claramente de ver protótipos que pareciam saídos de filmes de ficção científica, carros voadores (sim, até isso!), e soluções de mobilidade que nos faziam questionar tudo o que sabíamos sobre o transporte.
Essa audácia, essa vontade de empurrar os limites do possível, era o que tornava Genebra tão especial para mim. Não era apenas sobre o presente, mas sobre espreitar o futuro, sentir a energia da inovação a cada esquina dos pavilhões.
Era um espaço onde os sonhos se tornavam realidade, mesmo que apenas por alguns dias, e nos deixava com a sensação de que o mundo automotivo estava sempre a evoluir, a surpreender.
Um Legado de Inovação e Design Excepcional
É impossível falar do Salão de Genebra sem mergulhar no seu legado inquestionável de inovação e design, que, para mim, é o que realmente faz a sua história ser tão rica e inspiradora.
Sempre tive a sensação de que, em Genebra, os limites eram para ser desafiados. Eu via as equipas de design a ultrapassar-se, não apenas na estética, mas na funcionalidade e na visão do futuro da mobilidade.
Lembro-me de um ano em que fiquei horas a observar um carro conceito de hidrogénio, imaginando como seria um mundo onde o reabastecimento fosse tão simples e limpo.
Era o tipo de experiência que me fazia sentir parte de algo maior, de uma conversa global sobre para onde a nossa sociedade se dirigia. A exposição não era apenas sobre o que era novo, mas sobre o que *poderia ser*, e isso é algo que eu valorizo imenso.
Genebra tinha a capacidade de nos fazer pensar, de nos maravilhar, e de nos deixar ansiosos pelos próximos passos da indústria. Os supercarros eram, claro, um espetáculo à parte, com linhas que desafiavam a gravidade e motores que faziam o coração disparar, mas a verdadeira magia estava na capacidade do salão de mostrar que a inovação não era apenas para a elite, mas para moldar o futuro de todos.
Carros Conceito que Moldaram o Futuro
Ah, os carros conceito! Eles eram sempre a minha parte favorita do Salão de Genebra. Lembro-me de ver o Hyundai Intrado, um protótipo a hidrogénio que prometia uma autonomia de até 600 km, e pensar: “É aqui que o futuro começa a ganhar forma!”.
A Volvo com o seu Estate Concept, que revolucionava o interior dos carros, ou a EDAG, com um carro impresso em 3D, eram exemplos claros de como Genebra era o terreno fértil para as ideias mais arrojadas.
Não eram apenas exercícios de estilo; eram laboratórios sobre rodas, testando materiais, tecnologias de propulsão e interfaces de utilizador que, eventualmente, chegariam aos carros que conduzimos no dia a dia.
Sentia-me um privilegiado por testemunhar em primeira mão essas visões, por ver de perto os primeiros esboços do que se tornaria a norma em décadas. Era fascinante perceber como as sementes plantadas em Genebra floresceriam, anos mais tarde, nas estradas de todo o mundo.
Era uma experiência que me fazia sentir conectado ao processo criativo da indústria, quase como se estivesse a espreitar o bloco de notas de um génio.
Supermáquinas e o Encanto do Luxo
E quem pode esquecer as supermáquinas que adornavam os pavilhões? Genebra sempre foi o lar de lançamentos de cair o queixo, carros que nos faziam suspirar e sonhar alto.
Lembro-me do Lamborghini Veneno, um dos mais caros e rápidos do mundo, com o seu design de tirar o fôlego, ou da LaFerrari, com a sua tecnologia híbrida inspirada na Fórmula 1.
A Bugatti com o seu “La Voiture Noire”, um hiperdesportivo de 11 milhões de euros, era um espetáculo à parte, uma prova de que o luxo e a exclusividade eram levados ao extremo em Genebra.
Ver de perto esses carros, sentir a imponência das suas formas, a atenção aos detalhes no interior que muitas vezes pareciam saídos de iates de luxo ou até mesmo com tetos que imitavam um céu estrelado, era uma experiência inesquecível.
Não era só sobre velocidade ou potência; era sobre arte, engenharia no seu mais alto nível e a concretização de sonhos automotivos para aqueles que podiam pagar.
Para mim, mesmo que nunca pudesse ter um, era inspirador ver o que a engenharia e o design podiam alcançar quando não havia limites.
As Razões por Trás do Adeus Emocionado
É com um aperto no coração que vejo o Salão de Genebra, este gigante da indústria automóvel, a desaparecer do mapa europeu na sua forma tradicional. É triste, mas, no fundo, conseguimos entender os porquês, não é?
A indústria automóvel está a passar por uma transformação sem precedentes, e os modelos de negócio, incluindo os dos grandes eventos, precisam de se adaptar.
Lembro-me de, nos últimos anos, sentir que algo estava a mudar. A multidão, antes esmagadora, parecia um pouco menor, e alguns dos “pesos pesados” que eu esperava ver simplesmente não apareciam.
Era como se a alma do evento estivesse a ser lentamente drenada, mesmo que o brilho e o glamour ainda estivessem lá. É um reflexo de tempos incertos, onde a sustentabilidade e a eficiência se tornaram as palavras de ordem, e os orçamentos de marketing das grandes marcas estão a ser realocados para estratégias mais direcionadas e com um retorno mais direto.
Não é culpa de Genebra, mas sim de um mercado em constante e rápida mutação. E, confesso, é difícil não sentir uma pontinha de nostalgia por aquilo que se perde.
O Desinteresse das Grandes Marcas
Uma das razões mais dolorosas para o fim do Salão de Genebra foi o declínio do interesse das grandes montadoras em participar. Lembro-me bem das edições em que praticamente todas as marcas importantes tinham um stand monumental, cheio de novidades e com apresentações espetaculares.
Mas, nos últimos anos, comecei a notar a ausência de nomes de peso, e isso deixava-me com um gosto amargo. A edição de 2024, por exemplo, foi um pálido reflexo do seu auge, contando com a Renault como a única grande marca europeia, ao lado de algumas montadoras chinesas.
Para um entusiasta como eu, que cresceu a ver os anúncios de “estreia mundial em Genebra”, era visível que a magia estava a desvanecer. Os fabricantes passaram a preferir eventos próprios, ou plataformas digitais, para lançar os seus modelos, sentindo que o investimento em grandes salões não compensava o retorno em vendas ou em notoriedade, num mundo onde as redes sociais e os eventos específicos do setor têm um impacto mais direto.
É uma pena, porque a sinergia de ter todos num só lugar era algo insubstituível.
Os Custos Elevados e a Concorrência Crescente
Não é segredo que organizar e participar num evento da dimensão do Salão de Genebra envolve um investimento astronómico. A montagem de stands grandiosos, a logística de transporte de protótipos e carros de luxo, as equipas de marketing e relações públicas – tudo isso representa uma fatura pesada.
Lembro-me de pensar no dinheiro envolvido e questionar se o retorno justificava. Os organizadores do salão até tentaram reduzir os custos de participação na edição de 2024, mas a “erosão da atratividade dos grandes salões europeus” e os “níveis de investimento necessários para manter um evento deste tipo” foram barreiras intransponíveis.

Além disso, a concorrência de outros salões, como os de Paris e Munique, que muitas vezes são favorecidos pelas suas indústrias nacionais, tornou a situação ainda mais desafiadora para Genebra, um território neutro, sem uma “casa” industrial para o sustentar.
A própria crise dos semicondutores e a pandemia foram golpes duros, que adiaram edições e agravaram a incerteza, levando os fabricantes a reavaliar as suas prioridades e os seus orçamentos.
É triste, mas o dinheiro fala mais alto do que a tradição, infelizmente.
A Transformação dos Eventos Automotivos Globais
Com o adeus do Salão de Genebra na sua forma tradicional, é inevitável refletirmos sobre o futuro dos eventos automotivos, não é? O mundo está em constante mudança, e a forma como interagimos com as marcas e os produtos também.
Lembro-me de como os salões eram o *único* lugar para ver as novidades, para tocar nos carros, para sentir o cheiro de couro novo. Hoje, temos lançamentos online, showrooms virtuais e eventos focados em tecnologias específicas.
É uma era de reinvenção. Eu, particularmente, vejo uma certa dualidade: por um lado, sinto falta da grandiosidade e da emoção de um salão como Genebra; por outro, entendo a necessidade de se adaptar e de explorar novas formas de chegar ao público.
As marcas estão a procurar experiências mais imersivas e personalizadas, algo que um grande salão generalista nem sempre consegue oferecer. É como se a indústria estivesse a fragmentar-se, e cada peça busca o seu próprio palco, onde pode brilhar de uma forma mais autêntica e focada.
É um período de transição, sem dúvida, mas acredito que a paixão pelos carros continuará a encontrar formas de se manifestar e de nos conectar.
Novos Centros de Gravidade no Cenário Mundial
Se Genebra está a sair de cena na Europa, o palco global dos salões automóveis não está, de forma alguma, a ficar vazio. Lembro-me de ler sobre como a própria marca “Salão Internacional de Genebra” está a ser levada para o Catar, com uma edição especial já agendada para novembro de 2025.
Isso mostra que o interesse por esses eventos ainda existe, mas os centros de gravidade estão a mudar. A China, por exemplo, tem vindo a reforçar os seus salões em cidades como Pequim e Xangai, tornando-se palcos cruciais para lançamentos nacionais e internacionais.
É um reflexo da crescente importância do mercado asiático e da ascensão de novas marcas, especialmente no segmento de veículos elétricos. É quase como se o tabuleiro de xadrez automotivo estivesse a ser reorganizado, e nós, entusiastas, temos de acompanhar esses movimentos.
Eu vejo esses novos polos como oportunidades de explorar novas culturas automotivas, de descobrir inovações que talvez não tivéssemos a chance de ver nos eventos mais tradicionais da Europa.
É uma evolução natural, embora agridoce para quem, como eu, tinha uma ligação emocional com os salões clássicos.
A Experiência Digital e a Busca por Formatos Inovadores
A queda no número de visitantes dos salões, mesmo antes da pandemia, já apontava para uma mudança de comportamento. Lembro-me de como, em 2019, o Salão de Genebra registrou uma queda de 9% nas visitas, mas, em contrapartida, viu a sua notoriedade nas redes sociais disparar, com milhões de consultas e interações no Instagram e Twitter.
Isso, para mim, é um sinal claro de que o público quer informação e quer interagir, mas nem sempre precisa de estar fisicamente presente. A experiência digital tornou-se um complemento, e em muitos casos, um substituto.
As marcas estão a apostar em lançamentos online, eventos virtuais e experiências de realidade aumentada para apresentar os seus novos modelos. É um formato que permite uma maior personalização e um alcance global sem os custos e as limitações de um evento físico.
Claro que nada substitui a emoção de ver um carro de perto, de sentir o seu design e o seu acabamento, mas a inovação está a levar-nos para caminhos onde a experiência pode ser igualmente rica, embora diferente.
É um futuro que nos força a ser mais flexíveis e a abraçar as novas tecnologias, e eu estou pronto para essa jornada.
| Ano/Período | Destaques Notáveis | Contexto/Observações |
|---|---|---|
| 1905 (Primeira Edição) | Clement-Bayard 20 cv | Exposição Nacional Suíça de Automóveis e Bicicletas; propulsores elétricos e a vapor também presentes. |
| Anos Dourados (Pós-Guerra até início anos 2000) | Jaguar E-Type, Lamborghini Miura, Porsche 356, Range Rover original | Período de grande prestígio, palco de inúmeras estreias mundiais e conceitos revolucionários. |
| 2013-2015 | Lamborghini Veneno, LaFerrari, Corvette Stingray, McLaren 675LT | Continuação da tradição de superesportivos e carros de luxo. |
| 2019 | Peugeot 208, Renault Clio, Bugatti La Voiture Noire, vários elétricos e conceitos | 602.000 visitantes, mas com queda de 9% em relação ao ano anterior; crescente foco em eletrificação. |
| 2020-2023 | Cancelado devido à pandemia e crise de semicondutores | Período de incerteza e reavaliação do formato dos salões. |
| 2024 (Última Edição Europeia) | Renault 5 E-Tech, Dacia Duster, BYD U8, IM L6 | Apenas 9 expositores, menor afluência de público; dominado por marcas chinesas e a Renault. |
| 2025 (Edição Qatar) | Salão Internacional do Automóvel de Genebra (marca no Qatar) | Mudança geográfica do evento, tentando manter a marca viva fora da Europa. |
O Que Genebra Nos Deixou de Mais Precioso
No fundo, apesar de todas as mudanças e do fim de uma era, o Salão de Genebra deixou-nos um legado que, para mim, é inestimável. Não se trata apenas dos carros espetaculares ou das inovações tecnológicas que vi ao longo dos anos, mas da sensação de comunidade, da partilha de uma paixão que unia pessoas de todo o mundo.
Lembro-me de caminhar pelos corredores e ouvir diferentes idiomas, de ver as pessoas com os olhos a brilhar à frente de um novo modelo, de sentir aquela energia contagiante que só um evento daquelas proporções consegue criar.
Era mais do que uma feira; era uma celebração da engenharia humana, da criatividade e do desejo de ir sempre além. Eu aprendi tanto, inspirei-me tanto, e criei memórias que carrego comigo até hoje.
E acho que é isso que realmente importa, não é? O impacto duradouro nas nossas vidas, a forma como nos fez sentir e sonhar. Por isso, mesmo que o Salão de Genebra como o conhecíamos não exista mais, o seu espírito, a sua essência, continua a viver dentro de cada um de nós que teve o privilégio de o vivenciar.
Lições de Paixão e Vanguarda
Genebra sempre foi uma lição viva de paixão e vanguarda. Lembro-me de como o salão, ano após ano, me ensinava que a inovação não tem limites e que a criatividade humana é uma força imparável.
Desde os primeiros automóveis a vapor e elétricos de 1905, que disputavam o seu lugar ao sol ao lado dos carros a gasolina, Genebra mostrou que a indústria automóvel está em constante evolução.
Essa capacidade de se reinventar, de acolher o novo e o desconhecido, é algo que sempre me fascinou. Via os designers a quebrar barreiras estéticas, os engenheiros a desafiar as leis da física e as marcas a apostar em tecnologias que, à primeira vista, pareciam pura ficção científica.
Essa busca incessante pela excelência, pela performance, pela segurança e pela sustentabilidade é o que define a verdadeira vanguarda. Para mim, cada visita era um lembrete de que, com paixão e dedicação, podemos transformar o impossível em realidade, e isso é uma lição que levo para muito além do mundo dos carros.
As Memórias que Continuam a Acelerar Nossos Corações
E por fim, o que fica são as memórias. As imagens dos carros espetaculares que vi, as conversas com outros entusiastas, a emoção de ver uma estreia mundial ao vivo e a cores.
Lembro-me de um ano em que fiquei maravilhado com um carro conceito que dirigia sozinho, e pensava na época o quão distante aquilo ainda parecia. Hoje, essa realidade está cada vez mais próxima.
O Salão de Genebra pode ter fechado as suas portas na Suíça, mas as suas histórias, os seus lançamentos e o seu impacto na minha paixão por automóveis permanecem intactos.
É como um álbum de fotografias na minha mente, cheio de momentos inesquecíveis. É a prova de que certos eventos transcendem a sua existência física e se tornam parte da nossa própria narrativa.
E sempre que vejo um carro que fez a sua estreia em Genebra, sinto um arrepio e um sorriso no rosto, lembrando-me da magia que ali vivi. O coração de um verdadeiro apaixonado por carros continua a acelerar com essas recordações, e isso, ninguém pode tirar.
Para Concluir, Amigos!
E assim chegamos ao fim de mais uma reflexão, desta vez com um sabor agridoce, não é? O Salão de Genebra, para mim, foi muito mais do que um evento; foi um pedaço da minha história como apaixonado por automóveis. Ver os seus portões fecharem na Europa, na forma que conhecíamos, é como despedir-me de um velho amigo que me ensinou tanto sobre inovação, design e a pura emoção de quatro rodas. Mas, como em tudo na vida, a mudança é constante, e o mais importante é o legado que ele nos deixou e as memórias inesquecíveis que continuamos a guardar com carinho. Afinal, a paixão por carros nunca morre, apenas se reinventa.
Para Você Ficar Por Dentro: Dicas Úteis!
1. Fique de Olho nos Lançamentos Digitais: Com o declínio dos grandes salões físicos, muitas marcas agora optam por lançar seus novos modelos em eventos online exclusivos ou em plataformas digitais. Inscreva-se nas newsletters das suas marcas favoritas e siga-as nas redes sociais para ser o primeiro a saber das novidades diretamente da fonte, sem sair de casa!
2. Explore os Eventos Temáticos e Locais: A indústria está a mover-se para eventos mais nichados, focados em tecnologias específicas (como veículos elétricos) ou em experiências de marca. Fique atento a feiras de tecnologia, exposições de carros clássicos ou encontros de entusiastas na sua região. Muitas vezes, a magia está nos detalhes e na proximidade que esses eventos menores oferecem.
3. Acompanhe as Revistas e Blogs Especializados: A velha guarda ainda tem o seu valor! Revistas automotivas (tanto impressas quanto digitais) e blogs independentes continuam a ser uma fonte rica de análises aprofundadas, testes de estrada e reportagens exclusivas. Eles frequentemente têm acesso antecipado a informações e veículos, oferecendo uma perspectiva valiosa que vai além do brilho dos lançamentos oficiais.
4. Invista em Experiências Imersivas: Alguns fabricantes estão a criar showrooms interativos e experiências de realidade aumentada para os seus clientes. Visite essas lojas conceito para ter uma visão 360º dos modelos, personalizar o seu carro virtualmente e até fazer test drives simulados. É uma forma fantástica de se conectar com a marca e os produtos de uma maneira inovadora e envolvente.
5. Não Esqueça os Podcasts e Vídeos: Para aqueles que adoram consumir conteúdo em áudio ou vídeo, há uma infinidade de podcasts e canais no YouTube dedicados ao mundo automóvel. Especialistas, jornalistas e entusiastas partilham as últimas notícias, opiniões e análises, tornando o seu trajeto ou o seu tempo livre muito mais interessante e educativo. É como ter um amigo a conversar consigo sobre a sua paixão!
Pontos Essenciais para Guardar na Memória
Então, o que levamos de tudo isso? Primeiro, que o Salão de Genebra foi, sem dúvida, um ícone global, um palco de neutralidade e inovação que lançou muitos dos carros mais emblemáticos da história, desde supercarros de tirar o fôlego a conceitos futuristas que moldaram o nosso amanhã. A sua capacidade de atrair o melhor do mundo automóvel, impulsionada pela sua localização suíça e pela ausência de uma indústria nacional dominante, fez dele um evento singular e memorável. No entanto, a realidade do mercado mudou drasticamente, e a crescente relutância das grandes marcas em investir em salões tradicionais, somada aos custos proibitivos e à ascensão de formatos digitais e eventos mais focados, infelizmente, selaram o seu destino na Europa. Mas não encaremos isso como um fim, e sim como uma evolução. A paixão pelos automóveis continua viva, apenas procura novos caminhos e plataformas para se manifestar. O legado de Genebra permanece em cada entusiasta, e a busca por inovação e experiências emocionantes continua, só que agora com uma abordagem mais diversificada e global.
Perguntas Frequentes (FAQ) 📖
P: Ah, para nós, apaixonados por carros, o Salão de Genebra sempre teve um lugar muito especial no coração, não é mesmo? O que será que o tornava tão único e querido por todos?
R: Olha, pela minha experiência e por tudo o que acompanhei ao longo dos anos, o Salão de Genebra se destacava por uma característica superimportante: a neutralidade suíça.
Sabe, a Suíça não tem grandes fabricantes de automóveis, o que significava que o Salão não dava preferência a nenhuma marca local, como acontecia em Frankfurt ou Paris.
Isso criava um palco realmente igualitário, onde todas as montadoras se sentiam à vontade para brilhar. Era um evento mais compacto e, por isso, mais fácil de percorrer, o que para mim era ótimo, pois conseguia ver tudo sem aquela sensação de correria.
E a cada edição, sentia uma verdadeira magia no ar. Era ali que o luxo encontrava a inovação mais arrojada, onde os protótipos mais ousados e os supercarros mais deslumbrantes eram revelados ao mundo pela primeira vez.
Lembro-me de passar horas admirando os detalhes, imaginando como aqueles carros moldariam o futuro. Era um verdadeiro epicentro de tendências, um lugar onde a vanguarda tecnológica e o design nos deixavam de queixo caído.
Eu sempre saía de lá com a cabeça a borbulhar de novas ideias e sonhos automotivos!
P: Com toda essa história e importância, é difícil de acreditar que um evento tão icónico enfrentou tantos desafios. O que realmente levou ao cancelamento permanente do Salão de Genebra na Europa?
R: Pois é, meu amigo, é uma pena imensa. Para quem, como eu, acompanhou de perto as edições, a notícia do encerramento foi um golpe. O que aconteceu é que uma série de fatores, infelizmente, se juntou para criar uma tempestade perfeita.
Primeiro, claro, veio a pandemia de COVID-19, que forçou o cancelamento de edições importantes de 2020 a 2022. Essa pausa prolongada já abalou a estrutura do evento.
Mas não foi só a pandemia. A verdade é que o modelo tradicional dos salões automóveis estava a mudar. As montadoras, a cada ano, reclamavam dos custos exorbitantes para montar os seus estandes.
Imagine o investimento para transportar protótipos, equipas e toda a logística! Com a ascensão das apresentações digitais e a preferência por eventos mais regionais ou específicos de marca, muitas começaram a questionar o retorno sobre o investimento.
A concorrência de outros grandes salões, como os de Munique, Paris, e até mesmo na Ásia (Pequim e Xangai), também dividiu a atenção e o orçamento das empresas.
Lembro-me que, nos últimos anos, a lista de grandes marcas europeias presentes diminuía, e a edição de 2024, que marcou o regresso, infelizmente, foi considerada um fracasso em termos de participação e público.
A falta de interesse das montadoras tornou-se um problema insustentável, levando a essa decisão “extremamente lamentável, mas necessária”, como os próprios organizadores disseram.
É triste ver o fim de uma era.
P: Então, o Salão de Genebra na Suíça chegou mesmo ao fim? Ou a marca GIMS (Geneva International Motor Show) ainda tem um futuro, talvez noutros moldes ou localizações?
R: Essa é uma pergunta que muitos de nós, que vivemos e respiramos o mundo automóvel, nos fizemos logo após o anúncio! E a resposta é um pouco agridoce. Sim, infelizmente, o Salão de Genebra, como o conhecíamos, na Suíça, foi oficialmente e permanentemente cancelado para 2025 e os anos seguintes.
O comitê organizador na Europa dissolveu-se, o que marca um fim definitivo para o evento em solo suíço. Mas calma, nem tudo está perdido! A boa notícia é que a marca “Geneva International Motor Show” (GIMS) não será extinta.
Os organizadores têm planos de manter viva a tradição, mas noutro formato e noutra localização. Desde 2023, a marca GIMS tem realizado edições no Catar, em Doha, e já há planos para um evento lá em novembro de 2025.
A minha percepção é que esta mudança para o Catar é uma estratégia inteligente para se adaptar aos novos tempos. É uma forma de o evento continuar a ser uma plataforma de lançamentos, mas agora focando num público diferente, talvez mais voltado para os super-ricos do Médio Oriente e o crescente mercado asiático.
É um futuro diferente do que idealizávamos, mais focado na experiência e talvez menos na “neutralidade” que tanto amávamos em Genebra. Mas, como entusiasta, sinto que enquanto houver um palco para a inovação e paixão automóvel, a essência do Salão continua a viver, mesmo que noutras paragens.
É um novo capítulo, e estou curioso para ver o que o futuro nos reserva!






